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25/07/2026

Juros de empréstimos a 2,5% ao mês, cheque especial 8% ao mês e cartão de crédito 195% ano: endividados como Habibs são muitos

Essa semana o mercado de restaurantes recebeu a notícia de pedido de proteção judicial da Rede Habibs por dívidas de R$ 312 milhões.

A rede fundada pelo médico Alberto Saraiva, por muitos anos, foi exemplo de boa gestão, bom aproveitamento por loja, sensibilidade para definir produto e preço para classes populares e média, mantendo sempre rentabilidade positiva.

No entanto, assim como muitos bares, restaurantes e hotéis do segmento, o peso da pandemia Covid 19, com perda de maior parte do faturamento por mais de 2 anos, criou um endividamento pesado, diante de uma mudança do mundo, que deixou logo após, alguns modelos de negócios envelhecidos.

A situação por algum tempo ainda foi administrável. Muitos micro e pequenos negócios usavam a mistura de fluxo diário, com limites de crédito dos próprios proprietários, e seguiam girando, acreditando em uma melhora futura.

Entretanto, a escala de cenário dos anos recentes, de perda de poder aquisitivo de boa parte dos brasileiros, inflação de alimentos e bebidas muito acima dos índices oficiais, induziu a perda e até inexistência de margem de lucro, para prosseguir vendendo.

A tempestade perfeita veio com a ascensão dos juros, com subida dos gastos públicos sem necessariamente gerar consumo, fazendo com que dívidas controladas ganhassem uma dimensão incontrolável.

Essa é a carga conduzida por vários negócios do setor, segundo alguns levantjamentos, por 35% das operações do segmento. E justamente as mais antigas, mais tradicionais e de rede.

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